Inicio / Direto do Alambique / Beber cachaça, com moderação, reduz o risco de diabetes (sobretudo, entre as mulheres)

Beber cachaça, com moderação, reduz o risco de diabetes (sobretudo, entre as mulheres)

Há alago de interessante descoberto no Reino da Dinamarca. Analisando dados de 76 mil moradores do país – onde o sistema de saúde é público, gratuito e de nível elevado -, o Instituto Nacional de Saúde Pública da Universidade do Sul da Dinamarca descobriu relações interessantíssimas entre o consumo de álcool e o risco de diabetes. E não deixam dúvidas sobre o efeito benéfico do álcool – é claro que, reafirmando a velha máxima de Paracelso, a qual dita que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

A primeira conclusão do estudo é a de que mulheres que bebem moderadamente três ou quatro vezes por semana reduzem em quase um terço (31%) o risco de desenvolver diabetes – no caso dos homens, o número também é bem significativo, 27%.

É claro que o número encontrado é apenas uma média e o resultado dos estudos mostra uma grande variação no efeito em cada indivíduo, de acordo com questões como histórico familiar, massa muscular, idade etc. No entanto, os resultados são bem expressivos. ]

Outro dado curioso da pesquisa é o fato de que o benefício do consumo de álcool é mais acentuado quando, em cada uma dessas três ou quatro sessões – a mesa os ou balcão do bar com os amigos ou amigas – forem bebidas não uma, mas em torno de três doses.

A maior diferença em termos de risco de desenvolvimento da doença encontrada no estudo foi na comparação entre mulheres que nunca bebem e aquelas que pelo menos duas vezes por semana tomam mais de uma dose. A redução da chance de desenvolver diabetes se reduz em impressionantes 33%.

Com os dados de mais de 76 mil pessoas, das quais cerca de 1,7 mil desenvolveram diferentes níveis de diabete, os pesquisadores concluíram que o ponto perfeito, para os homens que quiserem reduzir os riscos de contrair essa condição é, emmédia, o consumo de 14 doses semanais. No caso das mulheres, um pouco menos: nove.

O estudo também fez uma separação entre os consumidores de destilados, vinhos e cervejas – todos deveras apreciados na Dinamarca, terra de excelentes aquavits (ou pode chamar de aguardente, destilada comumente de batatas e flavorizada com cominho, endro e sementes de coentro, entre outras variedades), as quais gozam há séculos da fama de promotoras da longevidade. O cruzamento dos dados encontrou mais resultados curiosos.

A aquavit é a bebida preferida dos dinamarqueses
A aquavit é a bebida preferida dos dinamarqueses

O melhor efeito em relação à proteção contra o diabetes foi encontrado em quem bebe duas taças de vinho diárias (ou 14 no total, ao longo da semana): redução de 38% do risco para os homens. Para as mulheres, em torno de nove taças garantem 25% de redução no risco.

No caso da cerveja, 14 chopps semanais garantem redução média do risco de 33% para os homens, sete, de 21% para as mulheres

Já para os destilados, para aproveitar os efeitos benéficos, o consumo deve ser mais moderado – até seis doses semanais (uma dose, sendo 50ml de cachaça). A partir desse ponto, o risco de diabetes tende a aumentar moderadamente, no caso dos homens, e fortemente, no das mulheres.

Portanto, beber com responsabilidade faz bem ao coração, não apenas porque o aquece e consola das durezas da vida e o deixa mais aberto para receber o outro, mas também por ajudá-lo a se proteger desse inimigo insidioso que eleva o risco de se sofrer um infarto em 40% no caso dos homens e em 50% entre as mulheres.

Outras pesquisas já confirmaram os benefícios do álcool para o coração. Saiba aqui.

O link para a pesquiss sobre o diabetes, publicada na revista Diabetologia, está aqui.

Saúde!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

giay nam depgiay luoi namgiay nam cong sogiay cao got nugiay the thao nu

Devotos em seu e-mail