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Cachaça de Salinas realiza seu Festival Mundial

E a Meca da Cachaça já deu início à celebração de seu produto maior. Os amantes da marvada já estão chegando e já teve até harmonização de churrasco com cachaça na fazenda onde é produzida a (ótima) Cachaça Tabua. Tudo isso porque, na sexta-feira (12/08), tem início o XVI Festival Mundial da Cachaça. É claro que estamos falando de Salinas (MG).

O território sagrado da cachaça, no norte de Minas, terra seca e quente que produz algumas das melhores e mais tradicionais cachaças do país – como a Anísio Santiago e a Indaiazinha -, celebra o destilado nacional brasileiro numa festa muito simpática, que evolui ano a ano, pari passu com o avanço da nossa bebida favorita. Em 2017, tem novidades em termos de gastronomia, turismo e coquetelaria.

festival mundial da cachaça
Foto: Cesar Adames

Mas é claro que nada é capaz de obnubilar o grande destaque desde o primeiro festival: as cachaças de altíssima qualidade que podem ser degustadas nos estandes de alguns dos cerca de 70 produtores de Salinas e região. Mais de 20 alambiques estarão representando a produção salinense no evento e apresentando cerca de 70 rótulos. Em meio a marcas tradicionais – como Canarinha, Seleta e Saliníssima -, novos craques entram em campo. E, em meio às feras, não fazem nada feio, muitíssimo pelo contrário.

Exemplos são a Cachaça Tiziu, lançada pelo experiente distribuidor Tito Moraes, do Rei da Cachaça, chega com cinco variedades – Virgem, Prata, Ouro, Jaqueira e Única (10 anos em bálsamo) – e a Cachaça Premissa estreia na festa com a Clássica (Bálsamo, 2 anos), a Branca (Jequitibá, 3 anos) e a Premium (Carvalho Europeu). A Premissa já até ganhou prêmio internacional (Bruxelas) e a Tiziu é uma das melhores novidades dos últimos tempos, em especial as variedades Jaqueira e Única, produtos de altíssimo nível e preços extremamente vantajosos (confira aqui).

E as maravilhosas cachaças de Salinas – Sobradinha! Sabiá! Havaninha! -, dessa vez, poderão ser harmonizadas com gastronomia mineira à altura. A Passarela da Alegria, local da festa, terá uma praça de alimentação dos sonhos, com chefs que levantam a bandeira da culinária da Terra das Alterosas, como Flávio Trombino, do Xapuri, de BH, e Edson Puiati (coordenador do curso de gastronomia da UNA).

Chefs mineiros na festa
Chefs mineiros na festa

Além da gastronomia, a Associação dos Produtores de Cachaça de Salinas (Apacs) também pensou na coquetelaria. Levou o bartender Filipe Brasil à cidade para mostrar à turma local as possibilidades da cachaça na confecção de drinques com base no produto local. Vai ter coisa muito boa para a gente experimentar.

Nos três dias do evento, também haverá shows à noite. Mas para quem vai em busca de experimentar as cachaças, trocar ideias com os produtores e reabastecer o bar, é sempre melhor chegar mais cedo.

Salinas, cidade de 40 mil habitantes, ganhou fama como produtora de cachaça de excelência a partir da tradição criada pelo produtor Anísio Santiago no fim dos anos 1940, com a mitológica Cachaça Havana, ainda produzida pela família. Na esteira dele, uma série de empreendedores locais vêm mantendo e desenvolvendo desde então o terroir salinense: cachaças encorpadas, generosas, produzidas com esmero, aproveitando a benção da fartura de sol e da boa terra na região, que fica a 650 quilômetros ao norte de Belo Horizonte, já próxima à divisa com a Bahia, estado de onde vieram muitos dos primeiros salinenses.

A cidade está desenvolvendo o Circuito Turístico da Cachaça, uma iniciativa que tem tudo para criar uma grande alternativa de viagem ligada à riqueza da cultura local (produção de cachaça, gastronomia etc…). Mas, antes que o Circuito seja formalizado, já é possível visitar alguns dos alambiques locais e entender um pouco do que está por trás do alto nível das cachaças locais. “Salinas está se preparando para alçar voo com o que a cidade tem de melhor: a qualidade de sua cachaça”, afirma Lucas Mendes, produtor da Cachaça Tabua e da Cachaça Salínissima.

Leia mais sobre a cachaça salinense Indaiazinha.

Por Dirley Fernandes

Um comentário

  1. O festival da cachaça de Salinas em 2017 foi um dos melhores dos últimos anos. A organização foi impecável. Salinas se consolida cada vez mais como a meca da cachaça artesanal brasileira com mais de sessenta marcas, algumas com altíssimo padrão de qualidade como Havana, Havaninha, Canarinha, Indaiazinha, dentre outras. Um brinde!

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