Inicio / Destaques / Tour pelos alambiques V – Chegada a Paraty

Tour pelos alambiques V – Chegada a Paraty

Por Manoel Agostinho Lima Novo

E a viagem continua. Bom, como comentei no post anterior, depois de admirar a beleza da Fazenda da Cachoeira, em Barra Mansa, onde é produzida a Cachaça Rochinha, conhecer as histórias do Nordskog, o homem da Reserva do Nosco, em Resende, gargalhar com as histórias da Cachaça Mazzaropi e de seu criador, em Taubaté, prosear com o legendário Manuel Rômulo, da Cachaça Mato Dentro, em S. Luiz do Paraitinga, e banhar-me nas praias de Ubatuba, tomei o destino do Rio de Janeiro e, sem perceber, meu piloto automático me levou à Fazenda do Cabral, mais precisamente ao Engenho D’água, onde está instalado o alambique da Cachaça Coqueiro, a mais tradicional de Paraty.

WhatsApp Image 2017-06-29 at 11.42.33 (2)

A Fazenda do Cabral começou a produzir cachaça em 1803 nas mãos do centenário José Mello, patrono da família que cuida do negócio até hoje. Passando de geração a geração, a produção caiu nas mãos de Eduardo Mello, que hoje, com muito carinho, cuida pessoalmente da elaboração da primeira cachaça no Brasil a receber do Ministério da Agricultura o certificado de qualidade e excelência ­- prêmio, diga-se de passagem, mais que merecido.

Embora hoje já modernizado, o alambique exibe relíquias do tempo do vovô, inclusive uma bela roda d’água, além de uma lojinha onde os visitantes podem degustar a ampla linha da Coqueiro e comprar produtos.
Não bastasse os encantos do alambique, estava em Paraty, berço da nossa cachaça.

Nas prateleiras das excelentes lojas de cachaça você encontra a Coqueiro nas modalidades Tradicional (amendoim, 6 anos), Prata (amendoim, 2 anos), Envelhecida (carvalho, 2 anos) e Ouro (carvalho, 3 anos).

Depois de visitar, degustar, comprar e papear, meu carro ficou atolado no pátio seco, não quis sair dali. Só aceitou quando expliquei para o motor, com toda calma, que ainda tinham mais quatro alambiques para visitar. Uma vez convencido o meu carro, parti para descansar, pois, no dia seguinte, tomaríamos a Antiga Estrada Real, a caminho de Cunha, para visitar outros três paratienses que fazem parte do meu turismo alcoológico. Aguardem…

Por enquanto, leiam os episódios anteriores dessa aventura, aqui.

paraty

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

giay nam depgiay luoi namgiay nam cong sogiay cao got nugiay the thao nu

Devotos em seu e-mail