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Bar do David: campeão do CdB quer levar 1000 cachaças pro Chapéu Mangueira

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Por Dirley Fernandes

Muito já se falou sobre o Bar do David, que acaba de se sagrar bicampeão da edição carioca do festival Comida di Buteco. E é pouco! O boteco na comunidade do Chapéu Mangueira é uma promessa de felicidade, um vislumbre do que a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro deveria ser em cada esquina. Não me furtarei a detalhar a coisa, mas o que quero contar é um detalhe menos conhecido: o Bar do David tem, por baixo, uns 350 rótulos de cachaça de todas as marcas e procedências do Brasil. E mais: ele anuncia que sua intenção é atingir, até o próximo Comida di Buteco, a marca de 1.000 rótulos.

Com isso, a casa no Leme ultrapassaria o quase vizinho Galeto Sat´s e até o grande templo da cachaça fluminense, o Mussarela, de Caxias, ambas casas que dispõem de rótulos contados às centenas.
“Serjão não tem tanta cachaça assim”, brinca David, se referindo ao amigo Sérgio Rabello, que toca ao lado de Elaine e família o Sat´s, “Cachaça boa ele tem. Mas eu já tenho mais que ele no segundo andar”, diz a cria do Chapéu Mangueira, requerendo para si desde já o título de casa com maior oferta de marvadas em Copacabana.

A cozinha do Bar do David continua sensacional, levando preparos triviais de boteco ao nível da transcendência e justificando o bicampeonato. Comemos por lá o petisco campeão do CdB: o Saudosa Maloca, uma espécie de vatapazinho de milho com queijo macio e sequinho, recheado de carne seca desfiada saborosa e molho de azeitonas. As companhias do petisco foram a cachaça Gregório, uma paraibana de Alagoa Grande com 45% de teor alcoólico e seis meses de armazenamento em inox, e a tradicionalíssima mineira Serra Morena (carvalho e jequitibá, 44%), de Belo Vale. A primeira cachaça combinou bem com a acidez do molho, a segunda com a doce suavidade do bolinho.

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Também comemos um clássico do David: o Tropeiro carioca (linguicinha fina, com couve e tropeirinho feito com feijão preto). Combinamos com a Ferreira Januária (de Januária-MG, umburana, 42%) e com a Volúpia (também de Alagoa Grande-PB, 42%), que produziu a melhor harmonização da noite, combinando bem os sabores da cana suavizados pelo freijó com a linguicinha.

David, bebendo a primeira Heinekenzinha da semana, contou que estava “feliz que nem pinto no lixo” com o bicampeonato. Anda até correndo na praia (perdeu 9 quilos e baixou o colesterol para 140). “Comecei pequenininho aqui, não era nem meu, botava ovo no ninho dos outros. Agora, a casa cresceu, vencemos o preconceito. Vem gente de todo tipo tomar cachaça aqui no morro. Dou emprego para gente da comunidade. Posso querer melhor?”.
Pode, o bicampeonato do CdB nacional. O páreo é duro. Mas, em termos de cachaça, o David ganha do Santuário Retrô, o representante mineiro na competição.

IMG_20170615_193435O Bar do David, frequentado por turistas e locais, fica no Chapéu Mangueira, favela no bairro do Leme, bem perto da praia. As mesas são colocadas num larguinho na entrada da comunidade, ao fim da ladeira Ary Barroso. Como David já foi pescador, tem uma feijoada de frutos do mar famosa e o Ressurgência, uma saladinha de pérolas marírimas maravilhosa. O ambiente é uma delícia, o atendimento é na base do carinho, as cervejas são geladas e a segurança é total. E tem muita cachaça boa, com doses em torno de R$ 10. Mas se estiver em dia de celebração, tem Anísio Santiago também, a R$ 40 o trago.

Endereço: Ladeira Ari Barroso, 66 – Loja 03 – Chapéu Mangueira, Rio de Janeiro – RJ, 22010-020
Horário: 11 às 21h
Telefone: (21) 96483-1046

Conheça outros lugares para beber cachaça aqui.

Um comentário

  1. Beleza de dica.

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