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Tour pelos alambiques IV – Na Mato Dentro

2013-09-05 13.53.25Por Manoel Agostinho Lima Novo

E a viagem pelos alambiques entre São Paulo e Rio continua…

A parada agora é na histórica cidade de São Luiz do Paraitinga, sim aquela que em 2010 ocupou páginas dos jornais quando uma grande enchente fez desabar a centenária Igreja Matriz. Uma cena muito triste para todos.

Mas, vamos falar de coisa boa.

Para começar, a descida da Serra do Mar, para quem vem da Dutra, é um espetáculo à parte. Um pouco antes de chegar ao centro de São Luiz, encontramos um bairro às margens da rodovia Osvaldo Cruz que deu nome à  maravilhosa cachaça Mato Dentro.

O sítio onde esta preciosidade é produzida serve de hospedaria para cavalos,  recebe tropeiros para encontros e grupos de turismo de aventura. O Sr. Manoel Romulo Cembranelli que lá, aos 91 anos, ainda produz ele mesmo a cachaça Mato Dentro e que com aquele seu jeito desconfiado de bom italiano recebe muito bem suas visitas, faz questão de levar todos até o alambique. Ele conta a hitstória de cada cachaça, como a prata, em amendoim, e a ouro, que traz as notas preciosas do bálsamo.

Na visita, eu estava acompanhado do meu amigo Sergio Rabello, do Galeto sat’s, a quem devo a honra da companhia.

Contou-me o senhor Manoel Romulo que ele que produziu cachaça, inicialmente, para seu consumo próprio e dos amigos das cavalgadas. Advogado aposentado, optou por tocar este jeito cansativo de viver, e como é cansativo.

Durante a prosa, ele deixa escapar que queria fazer uma cachaça que fosse parecida com a do seu amigo pessoal, o lendário Anísio Santiago. Assim ele pegou o carro e foi a Salinas aprender com quem sabia. E deu certo. Mas cada um com sua cachaça.

O meu xará tem uma preocupação: quando ele se despedir de nós, quem vai tocar o engenho? Seus filhos optaram por outras atividades e vão demorar a se aposentar.

Disse a ele que, bom, seu Romulo, não se preocupe com isto, afinal nós não sabemos quando iremos. E ademais, precisa ir não, convida que gente toca o barco tendo o senhor por perto que tudo dá certo.

Depois de visitar S. Luiz do Paraitinga, cruzei Ubatuba e, de volta ao Estado do Rio, sem perceber por onde tinha ido, estava dento do alambique da Cachaça Coqueiro, em Paraty. Problemas no piloto automático do meu carro, que sempre me conduz às boas cachaças. Esperem o próximo artigo começo a falar das cachaças de Paraty.

Enquanto isso, leiam os outros capítulos dessa viagem aqui.

Mais sobre a Mato Dentro aqui.

2013-09-05 14.42.26

 

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