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Macaúva lança terceira edição de sua carta de cachaças exemplar

Por Dirley Fernandes

carta macauvaExistem listas de cachaças. São uma mera relação de produtos, com informações básicas compreensíveis para um público restrito. E existem Cartas de Cachaça.

São poucas. Não se contam às centenas, talvez nem em muitas dezenas. Mas é certo que há uma que se destaca entre todas, sendo a melhor que existe e não é de hoje: a Carta de Cachaças da Cachaçaria Macaúva (Analândia-SP), que acaba de chegar à terceira edição em ótima forma e excelente conteúdo.

É bom lembrar que a edição anterior dessa carta foi premiada pela revista Prazeres da mesa, no ano passado, como uma das melhores cartas de bebida do país.

A Carta agora se compõe de 39 cachaças. O número se ampliou em relação à edição anterior – eram 24 –, mas ainda mantém uma saudável contenção, sendo capaz de oferecer possíveis novidades para os devotos experimentados e não confundir aquele que começa sua aventura nas sendas do nosso destilado.

A representatividade da Carta se expressa por alguns números básicos: há cachaças de 30 cidades pertencentes a nove estados e ao Distrito Federal, entre elas 21 ranqueadas entre as 50 melhores do país pela Cúpula da Cachaça. Nada menos que 14 madeiras de envelhecimento e armazenamento diferentes foram utilizadas nas cachaças que compõem a carta, prenunciando o amplo espectro de sabores à disposição do devoto.

Se o conteúdo é embriagador, a forma da Carta também impressiona. Ela é apresentada como um livro, com capa dura e lombada, no qual cada cachaça ocupa uma página repleta de informações, complementadas pelas dicas e a análise sensorial do especialista – no caso, Milton Lima, proprietário da casa e expert do assunto.

Como as dicas são certeiras e em linguagem acessível, ninguém que vá à Macaúva curtir usa noite precisará pedir uma cachaça escolhida ‘no chute’.

Só para citar alguns destaques – de uma carta que é feita só de destaques –, a alagoana Caraçuipe Prata, armazenada em jequtibá-rosa, é cachaça que exala pureza; a cearense Cedro do Líbano, com sua cor firme de carvalho americano, é um primor de equilíbrio; a Engenho Pequeno representa a tradição local com muita personalidade; a mineira Matriarca inova com o armazenamento em jaqueira; a Santa Terezinha diverte com o tempero do sassafrás. Sobre a Tiê e seu sabor de varanda da fazenda, a tradição da Indaiazinha e a primorosa Princesa Isabel, leiam aqui na seção Cachaças de A a Z.

Fazer uma Carta de Cachaças não é trabalho para amador. Uma carta bem feita é meio caminho andado para uma experiência bem sucedida do devoto ou aprendiz de devoto. Se a isso se juntar o mínimo de preparo da equipe, aí a cachaça descerá bem para quem vende e para quem bebe. Quando mais casas descobrirem o que a Macaúva já descobriu, o cenário do mercado de cachaça vai mudar para muito melhor.

3 Comentários

  1. Prezado amigo,

    Como obter a
    Carta de Cachaças da Cachaçaria Macaúva?

    Att

  2. A edição da Carta de Cachaças está demais.
    Registro que estou envaidecida de obter um exemplar da 3ª edição autografado pelo Milton Lima e por todos que contribuíram para a realização do belíssimo trabalho, incluindo você, Dirley, bem como os autógrafos os produtores presentes na Expocachaça 2017 – BH, cujas marcas ilustram as páginas dessa carta.
    Adorei todas as dedicatórias.

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