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Cachaça Tiê: uma mineira com sabor de varanda da fazenda

Por Dirley Fernandes

A gente já começa a conhecer a cachaça Tiê ao despejar a dose na tacinha. Porque se forma um colar de pérolas que resistem um pouco a se desmanchar, apesar da graduação alcoólica nem tão alta (42%). E porque logo se espalha na noite quente um aroma adocicado de garapa e jasmim, um ar de bangue, e quase se ouve a voz de Zé Lins do Recachaça Tiê Minas GeraisO mestre-de-açúcar pedindo fogo para a boca da fornalha, o ruído compassado das talhadeiras no mel quente espumando. E no pé da moenda: ‘Tomba cana negro, eu já tombei’” (Fogo Morto).

E é o que se tem aqui: uma cachaça às antigas, de um modelo de paladar que já vai sumindo, vitimado pela busca de mais drinkability. Não há muita sutileza nos aromas. Tudo é muito direto. Forte, franco e preciso. Na boca, o doce marca, preenche, mas é rápido e logo cede lugar a um pinicar persistente e característico ao final da degustação.

Sábio o casal paulistano de produtores da Tiê. A bebida, gestada entre as belas montanhas de Aiuruoca (MG) e as ruas da metrópole, na bela garrafa expressa modernidade, na taça traduz as terras de onde brota e os engenhos do povo local. É cachaça seguidora de tradições mineiras e serranas seculares. Recende a tropa, a tutu e a fumeiro.

A Tiê é, talvez, entre todas as cachaças do mercado, o caminho mais curto entre a cana e o copo. Armazenada em inox, sofre muito pouca influência do pós-alambique (aliás, por essa característica, se presta muito bem a caipirinhas e drinques em geral). Assim, ela oferece a oportunidade de uma experiência muito interessante para um bom devoto da cachaça. É como se tomássemos um gole da cachaça saída na hora, fresquinha, do alambique. E quando a bebemos, podemos nos remeter ao que nos ensinou Paulinho da Viola: “Apesar de tudo existe uma fonte de água pura; quem beber daquela água não terá mais amargura”.

No site próprio, a Tiê sai por módicos R$ 40. Entre no site e aproveite para conhecer um pouco mais de Aiuruoca, terra de belezas naturais como o Vale do Matutu e a Isis Valverde.

Conheça outras belezas destiladas na seção Cachaças de A a Z.

2 Comentários

  1. Concordo! Nova no mercado, conceito visual arrojado e tradicional no copo. Pura e boa, encanta e voa como o Tiê.

  2. oi gente
    gostei muito desse site, parabéns pelo trabalho. 😉

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