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Lançamento: cachaça Princesa Isabel é promessa bem cumprida

Por Dirley Fernandes

cachaça-princesa-isabelNão me lembro quem disse essa frase há alguns dias: “É uma cachaça que entrega o que promete”. Mas ela me veio a cabeça ao observar a garrafa elegante, com belo rótulo onde pontifica um gaturano – ave canora muito encontrada nas matas capixabas – da cachaça Princesa Isabel, produto natural de Linhares (ES), que está fazendo a sua entrada no mercado. No entanto, há um senão no rótulo: o redutor “especial para caipirinha” e digo mais adiante o porquê da reproche.

De fato, esse redator deveria se declarar impedido de falar sobre a cachaça Princesa Isabel, já que um dos responsáveis por sua produção é o amigo e companheiro de Cúpula da Cachaça Leandro Marelli, o homem que conhece cada molécula da cachaça (leia sobre ele aqui). E o bamba de Mimoso do Sul já vinha advertindo que vinha coisa boa por aí. Mas, convenhamos, os sobressaltos do Judiciário andam tão constantes que considerei que, assim obrando, estaria sendo mais real do que o rei. Portanto, seguem minhas impressões sobre a moça branca.

O visual translúcido, quase transparente, e as lágrimas espessas e fluidas revelam uma cachaça com boa densidade e corpo médio. O teor alcoólico é contido (40%). Os aromas se revelam com suavidade por trás do álcool que vem na vanguarda. São frescos, florais, remetendo a uma caixa de drops Dulcora, a pimentões assados ou a hortelã.

Na boca, a sensação de suavidade permanece. Apesar de a informação não constar do rótulo, sabemos que a cachaça Princesa Isabel é armazenada em barris de jequitibá numa fazenda não longe da foz do rio Doce – que, diga-se passagem, há de renascer. Pois ela é engarrafada no momento adequado para alcançar um equilíbrio extremamente agradável entre uma sensação de aveludado ao início do gole, uma reminiscência de banana madura no meio e uma leve picância que persiste após a ingestão.

Se o armazenamento retira o gosto doce/agreste de cana de certas brancas de primeira, faz da Princesa Isabel um prodígio do que os bartenders gostam de chamar de drinkability e que no Bar do Momo chamamos de “descer redondo”. Enfim, bebe-se a garrafa inteira abençoando o sol só por ele nos conceder a graça de se pôr.

O senão do rótulo a que me referi lá em cima é porque nele consta o aviso “Especial para caipirinha”. Por mais bem intencionada que a advertência seja, ela pode dar ao devoto a ideia de que essa não é cachaça para se beber pura. E é! E como é! Contudo, certamente a cachaça Princesa Isabel se prestará para drinques em combinações com ingredientes que equilibrem sua baixa acidez, como, obviamente, o limão, claro. Ah, e o jequitibá, árvore tão querida dos bons devotos, de tão antiga dignidade, merecia ter sido referido no rótulo.

A cachaça Princesa Isabel (que tem  ainda uma versão em carvalho) é encontrada no Grande Rio no Tonel e Pinga. E também pode ser encomendada pelo site da marca, ao preço de R$ 69,90.

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4 Comentários

  1. Fala meu amigo,

    Quem costuma usar esta frase ” entrega o q promete ” é nosso amigo Nelson da Ypioca.

  2. Ficamos muito felizes em ver que o fruto desses anos de estudo e trabalho tenha passado com louvor pelo crivo de quem entende realmente do assunto. Estamos ainda mais motivados para melhorar o que já está bom e corrigir nossos erros. Muito obrigado pelas palavras sinceras, estaremos sempre buscando defender a brasilidade através de uma boa cachaça de alambique. Em nome de toda equipe Princesa Isabel,
    Atenciosamente,
    Pedro Henrique de Moraes Cellia

  3. Uau, fiquei curioso. E Dirley parabéns mais uma vez, a descrição foi muito boa. Salivei até…kkk. Abra forte como Cachaça.

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