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Catarinenses promovem festival e querem ser líderes em exportação de cachaça

Por Dirley Fernandes

Começa na quinta-feira (10/11) e vai até domingo o Festival Cultural da Cachaça – Cores e Sabores do Brasil, em Criciúma (SC). É a primeira edição da festa, mas ela já nasce grande. A expectativa é de um público de até 80 mil pessoas nos quatro dias do evento e os promotores da festa pretendem que ela se firme como a maior do setor de cachaças no sul do país.

criciuma

 

O evento é organizado pela Bem Promoções, com apoio da Associação Catarinense dos Produtores de Aguardente e n Cachaça Artesanal de Qualidade (Acapacq). A entidade é a mais nova instituição do universo da cachaça. Fundada em abril, já conta com 41 produtores associados. O presidente Leandro de Melo anuncia planos ambiciosos para a produção catarinense. “Queremos ser, no prazo de cinco anos, os maiores exportadores de cachaça do Brasil”, diz ele.

A produção de cachaça catarinense é uma das mais tradicionais do país. Em fins do século XVIII, apenas Paraty produzia mais cachaça do que a Ilha de Santa Catarina (em 1797, eram 117 engenhos de aguardente na ilha e na freguesia de São Miguel da Terra Firme, fronteira à ilha). No entanto, nos últimos anos, a cachaça catarinense vinha perdendo espaço. Apenas a marca Armazém Vieira mantinha algum destaque a nível nacional.

“A cachaça estava um pouco morta por aqui”, diz Leandro. “Agora, nós estamos nos reestruturando”. Para cumprir o objetivo de liderar as exportações, os produtores pretendem investir em três vertentes: divulgação, tecnologia de produção e capacitação. “Nossa maior vantagem é que, quando se fala lá fora em produção de alimentos no Brasil, qualquer importador tem Santa Catarina como referência. A outra é  que tem catarina açoriano, alemão, italiano, polaco… São várias formas de se fazer cachaça”.

O festival terá 13 marcas de cachaça em exposição para os degustadores, todas catarinenses (a produção optou por, nessa primeira edição, não convidar expositores de outras procedências): Du Conde,  Fogo da Cana, RIN, Spezia, Wruck, Cafundó da Serra, Pura Brasil, Velha Carroça, Imigrante, Moendão,  Velho Pilho e Refazenda.

O público irá escolher sua cachaça favorita, enquanto especialistas farão uma degustação às cegas. Também haverá alimentação, danças típicas, artesanato e show com nomes como Capital Inicial (para os interessados em cachaça, sempre é melhor chegar à tarde nesses festivais, antes dos shows, já que à noite a circulação fica mais difícil).

Os portões do Centro de Eventos Criciúma (Rua Visconde de Cairú, 1190) se abrem às 14 horas. Os ingressos custam a partir de R$ 20. Mais informações sobre a festa aqui.

 

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