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Nasce a Confraria dos Bartenders de Cachaça do Rio de Janeiro

Por Dirley Fernandes

O bartender Walter Garin é uruguaio, tem casa em Porto Alegre, mas está há dez anos no Rio de Janeiro. E tem uma coisa muito carioca: o gosto pela rua. Já deu aulas de coquetelaria no Aterro e serviu drinques numa praça de Laranjeiras. É um mestre do seu ofício – metódico na pesquisa e no preparo de seus ingredientes e preciso na composição de seus drinques, sempre muito equilibrados. Ele assina a carta do Alice, uma das melhores novidades em termos de coquetelaria da cidade nos últimos anos e está à frente da Shake, escola de coquetelaria instalada no Centro.

De uns tempos para cá, Garin mergulhou na cachaça com vontade. Ele encheu a carta do Alice de criações com nosso destilado – como “O Francês”(cachaça branca, infusão de limão e especiarias, essência de jasmim, xarope de açúcar, suco de limão siciliano, fee brothers orange bitter e espumante) – e é o responsável pelo treinamento de equipes dos bares e restaurantes da cidade, no âmbito do programa Embaixadores da Cachaça. E, agora, ele lança um projeto que tem tudo para mudar o rumo da coquetelaria carioca: a Confraria dos Bartenders da Cachaça. “O treinamento sobre cachaça que o pessoal recebe nas escolas de bartenders é zero”, diz Garin. “A ideia da Confraria é preencher um pouco essa lacuna”.

Garin em ação no Café do Bom, Cachaça da Boa
Garin em ação no Café do Bom, Cachaça da Boa

A primeira reunião da turma é nessa segunda-feira (29/8), na Shake (R. Sen. Dantas, 117 – Sala 1728) e conta com o apoio da cachaça Magnífica. A escola de Garin vai ficar pequena para tanto talento reunido. Já confirmaram presença Cone Roa (la esquina) Miguel Paes (Caverna), Victor, Rai e Tiago (Comuna), Igor e Douglas (Alice bar), Tiago Jamaica (cachaça Magnífica) e Diego Cavalare (The Cannibal). Rene Depoli, do Faustino, desce de Itaipava para a reunião. Quem estiver lendo esse post, for da área e quiser participar, pode chegar junto. O fotógrafo Pedro Soares, especializado em fotos de gastronomia cheias de elegância, terá uma tarefa estratégica. Ele irá fotografar as criações dessa turma da pesada, nesse e nos próximos encontros. Futuramente, as receitas dos melhores drinques e as imagens serão reunidas num livro que tem tudo para se tornar a grande referência da coquetelaria com cachaça.

“A cachaça, com todos os sabores diversos que ela apresenta, tem um potencial enorme na coquetelaria. Tem muita coisa que a gente pode trocar e outras que nós podemos descobrir juntos. Quanto mais gente trabalhando com cachaça, e de qualidade, mais coisa boa vai sair”, diz Garin, que não faz por menos nas suas pesquisas. Há duas semanas, foi para Rio das Flores cortar cana e participar da alambicagem na fábrica da Werneck. “É um mundo a desvendar. Eu quero ir fundo”, diz o defensor oriental da cachaça brasileira.

 

3 Comentários

  1. Projeto Sensacional!

    Parabéns pelo trabalho e empenho Walter! O mercado nacional agradece iniciativas como esta.

  2. Parabéns maestro… que destes passos se construa uma bela caminhada. Saúde!

  3. Muito legal a iniciativa, viva a cachaça!!

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