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Bandeirantes da cachaça: conheça a Confraria Paulista, que promove encontro com degustação e palestra na próxima terça

São Paulo, além de ter o maior volume de produção de cachaça do país, é o segundo estado com maior número de produtores do nosso destilado e o mais poderoso mercado consumidor brasileiro. No entanto, sempre parecia vir atrás quando se pensava em “cultura da cachaça” – o cultivo do hábito de degustar cachaça de qualidade, aprofundar conhecimentos e valorizar a herança cultural da nossa bebida.

Parecia! Uma nova geração de produtores, consumidores e pesquisadores tem sido bem-sucedida em promover variadas formas de encontro que são a base dessa tal “cultura da cachaça”, a qual, com o auxílio de Vinícius de Moraes, poderíamos chamar também de uma “arte do encontro” – dos sabores, das tradições brasileiras e dos amigos, porque beber sozinho é bom, mas beber junto é muito melhor.

Beber  junto é o que anda fazendo uma turma de paulistas que assumiu a frente da “cultura da cachaça” na Pauliceia. “O paulistano , na minha opinião, está descobrindo agora a cachaça”, diz um dos líderes dessa nova leva de devotos da cachaça, Alexandre Bertin, produtor da Cachaça Sapucaia e profissional com larga vivência no mundo corporativo. Ele é presidente da Confraria Paulista da Cachaça, instituição que, em pouco mais de um ano de vida, tem se mostrado importante polo de difusão da branquinha nas terras bandeirantes. Na próxima terça-feira, o grupo promove, a partir de 19h, o seu décimo-primeiro encontro aberto, com direito a palestra e degustação. São esperad0s cerca de 100 apreciadores do nosso destilado no Delirium Café (Ferreira Araújo, 589, Pinheiros).
confrariaA Confraria é um motor, mas também um produto da maior aceitação da cachaça na maior cidade do país. “O Guilherme (Guiba) Monteiro (procurador da Fazenda e apreciador inveterado), o João Alves de Almeida (jornalista e editor do Brasil no Copo, blog de referência do mundo da cachaça) e o Maurício Pires (dono do tradicional Bar Valadares) perceberam que o universo da cachaça estava em expansão em São Paulo, mas a cidade não tinha uma confraria como a de outros estados”, lembra Bertin. “Tínhamos muitos produtores, pessoas interessadas e não havia um grupo que representasse os produtores e ensinasse o publico em geral o que é realmente a cachaça de qualidade”.

Os encontros começaram no Valadares, com convocações pelo Facebook, e a coisa foi crescendo. “Com o aumento do grupo, foi quase ‘necessária’ uma organização maior. Algo importante decidido no inicio foi que, apesar de sermos um grupo fechado, deveríamos ter também encontros abertos. Não tem sentido manter o conhecimento e, principalmente, as degustações restritas”, conta Bertin, para quem o grupo tem uma tarefa básica: “Divulgar a cultura da cachaça e colaborar para reduzir os preconceitos e tabus é o sentido da existência da nossa confraria”. Hoje, o grupo tem 22 confrades, número sempre em expansão.

Alexandre Bertin preside a Confraria
Alexandre Bertin preside a Confraria

Atualmente, as reuniões abertas são bimestrais. Para os encontros, sempre são programadas palestras com especialistas em temas relativos á cachaça. Na terça (23/08), a tarefa ficará ao encargo de Luiz Cláudio Fernandes, que falará sobre as harmonizações possíveis entre cachaças e cervejas – tema, aliás, apropriadíssimo para um evento cachacístico realizado em território da cevada. O time de cachaças para degustação, fornecidas pelos produtores, está prenhe de novidades (Quinta das Castanheiras – MG, Cambarissú – SP, Vale do Sol – PR, Linda – SP, Du Carlito – MG, Granja Turmalina – MG,  Espírito de Minas – MG, Saliníssima – MG, Primeiro Beijo- MG, Engenhoca – SP). Os responsáveis por essas cachaças, como em todos os encontros, receberão um feedback com a avaliação dos presentes sobre os seus produtos.

Para o futuro, a Confraria pensa em novos passos para difundir a devoção pela cachaça. “Queremos fazer cursos mais acessíveis para o público iniciante, para que, a partir dali, eles sejam estimulados a evoluir para os cursos mais completos que o mercado já oferece. Queremos também atrair mais o segmento de bartenders para nossas reuniões, porque  é uma área muito importante para a difusão do conhecimento e consumo de cachaça”, diz Bertin.

E a cachaça paulista? Para o produtor da tradicional Sapucaia, um dos rótulos mais importantes da história da cachaça paulista, o momento é propício para mudar uma certa visão ainda vigente apenas em poucos setores do mercado. “Penso que a fase em que se usavam os divisas de estado para falar de qualidade de cachaça já passou, se falarmos de apreciadores mais experientes”. Para ele, o gargalo maior do mercado de cachaça de qualidade hoje está na distribuição.  “O consumidor, seja brasileiro ou estrangeiro, está muito mais aberto à experimentação de cachaças. Aberto inclusive para pagar mais pelas cachaças de qualidade  se estas estiverem disponíveis nos  pontos de venda. Mas o varejista às vezes não diferencia os custos da cachaça de alambique e da industrial. Nessa ponta, o pessoal ainda está aprendendo e se especializando  para poder entender melhor e  vender esse nobre produto brasileiro”.

XI Encontro Aberto da Confraria Paulista da Cachaça

23 de Agosto

19 HORAS

DELIRIUM CAFÉ ( Tel.: 011 2495-2225 | Rua Ferreira de Araújo, 589 – Pinheiros, São Paulo-SP)
Próximo ao metrô Faria Lima – Linha Amarela

Taxa de Participação: R$ 40,00 

Todas as cachaças selecionadas pela Confraria para o evento estarão livres para degustação. Água incluída.
As cachaças terão suas características apresentadas por um dos confrades.

O consumo no Café Delirium será normal, cobrado em separado.

Bazar: Garrafas lacradas das cachaças estarão à venda, com descontos especiais.

Cachaças confirmadas (o número poderá chegar a 20):
– Cachaça Quinta das Castanheiras – MG
– Cachaça Cambarissú – SP
– Cachaça Vale do Sol – PR
– Cachaça Linda – SP
– Cachaça Du Carlito – MG
– Cachaça Granja Turmalina – MG
– Cachaça Espírito de Minas – MG
– Cachaça Saliníssima – MG
– Primeiro Beijo – MG
– Cachaça engenhoca – SP

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