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Quer conhecer cachaça? Vai na casa do Leandro Batista

Leandro e a caipirinha (Imagem: Maurício Motta)
Leandro e a caipirinha      (Foto: Maurício Motta)

Por Dirley Fernandes

Como Leandro Batista chegou à sua Butique da Cachaça, que ele, provavelmente, inaugura em setembro, mas tem funcionado alguns dias da semana em regime de soft opening? De bicicleta. Não é uma questão de mobilidade urbana, embora a história do sommelier de cachaças seja um exemplo de mobilidade social. É uma questão de aprendizado: “Com a bicicleta, eu descobri muita coisa. E fiz a caipirinha pegar aqui na praça. Agora, a bicicleta virou o balcão da butique. E estou aprendendo mais coisas ainda”. E quando é a inauguração oficial, Leandro?, pergunta o repórter. “Então…”, começa ele.

Não tem dia certo ainda para a inauguração “oficial” –  13 de setembro, Dia Nacional da Cachaça, é uma das opções –, mas a pequena loja de não mais de 100 metros quadrados na Vila Sabrina (Avenida Mendes da Rocha, 79) já atrai, quando funciona, os devotos da cachaça e, sobretudo, das excelentes caipirinhas preparadas por Leandro – no domingo, por exemplo, havia as de 3 Limões (um clássico do sommelier), Rapadura, 3-Uvas, Frutas Amarelas e Caju com Limão e Mel. E os preços começam em R$ 10 e não passam de R$ 15.

(Nota do editor: a receita de caipirinha tem uma lei para ela e é composta apenas de limão, açúcar e cachaça, mas como esse site não é policialesco e muito menos conservador, só reclamará quando a caipirinha não for feita com o destilado nacional brasileiro.)

butique
Livros, revistas e caipirinhas: o tema é cachaça

Por enquanto, as cachaças estão chegando à Vila Sabrina – já são cerca de 70 rótulos, de todos os estilos e das principais procedências. E os clientes conquistados na praça também. Há um ano, Leandro Batista estacionou sua bike pela primeira vez na  Carlos Koseritz, na Zona Norte de São Paulo, não muito distante do Mocotó, na Vila Medeiros, onde ele se iniciou nos segredos da cachaça. “A caipirinha pegou. Estava vendendo 1200 por mês”, diz o sommelier, que planeja, num futuro próximo, construir mais bikes para seguir pedalando em eventos por aí.

A proposta de Leandro, com a butique, é ter um misto de loja de dia e bar de noite, mas, sobretudo, criar um espaço para difusão de conhecimento sobre a cachaça. “Eu quero que as pessoas se sintam à vontade para entrar aqui, como se fosse a minha casa. E aí eu vou fazer o que mais gosto: conversar com elas, falar sobre cachaça. Eu tenho a ficha técnica e conheço praticamente todos os produtores e toda a história por trás de cada uma dessas garrafas. E eu gosto de contar essa história. É essa cultura que eu quero difundir. E acho que esse tipo de atendimento vai fazer diferença”.

Para a tarefa que se propõe, poucas pessoas estão tão preparadas quanto Leandro Batista, nenhuma está mais preparada. Quando jovem, ele era desenhista de letreiros e foi exercendo essa atividade que ele adentrou o Mocotó – a casa de comida nordestina que está entre os 50 melhores restaurantes da América Latina – pela primeira vez. Conheceu o chef Rodrigo Oliveira,  que lhe deu uma oportunidade. Arrumando a prateleira de cachaças do restaurante, ele encontrou um caminho. Passou a ser o encarregado das compras, começou a trocar idéias com os produtores, fez cursos de sommelier, de mestre alambiqueiro e tornou-se autoridade inconteste do universo da cachaça. Hoje, faz eventos, palestras, consultorias, é membro da Cúpula da Cachaça e luta incansavelmente para que a cachaça seja servida com mais profissionalismo. “Eu quero que as pessoas saibam o que estão bebendo ou o que estão levando para a casa. Quero conversar com cada um e saber qual é a cachaça dele”, diz.”Todo mundo tem a sua”.

 

 

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